há uns dias estava a ler Walt Whitman e apareceu a tua voz em vez da minha, dentro da minha mente. és a pessoa mais bonita que eu alguma vez ouvi a ler poesia. Lembrei-me da gravação que ouvi tantas vezes em que lês Dylan Thomas e chegou-me a maior urgência do mundo em ouvi-la. Agora estive a percorrer os cantos antigos do teu tumblr à procura e fiquei com a maior crise de saudades tuas do Universo.
sabes, às vezes esquecemo-nos de quão bonitas as pessoas são - (tu também te esqueces que és bonita) - e eu não quero esquecer-me.
ando longe porque me sinto noutra onda, num sítio onde tu não existes. não porque não existas dentro de mim mas porque comigo neste estado de espírito não consigo sentir-te. não foi aí que nos instaurámos. como se fosse um rádio e a frequência estivesse errada, entendes?
às vezes não sei se me perdi de mim, se dos outros. às vezes não sei se ainda consigo voltar atrás no tempo e recuperar as minhas antigas frequências, em que era melhor do que sou agora.
tenho constantemente saudades de mim e não sei bem o que fazer com isso.
desculpa-me toda esta avalanche, há muito tempo que não me sai uma só frase por isso não sei bem o que é isto, mas seja o que for tem de ser para ti.
hoje estou pouco consciente e talvez pouco coerente porque a noite não me deixou dormir e eu não estou habituada a essa rudeza, por isso desejo-te apenas uma boa noite.
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